
"Quando o astronauta norte-americano Neil Armstrong fez a inédita caminhada de um ser humano em solo lunar e 1969, o mundo era bem diferente. Em todo o planeta, olhares atentos e curiosos , incrédulos alguns, acompanhavam pela televisão a façanha inimaginável há pouco tempo. Hoje, uma viagem a Marte ocupa alguns minutos no noticiário e está longe de atrair o monopólio das atenções. No cenário internacional, ainda existia a União das Repúblicas Socialistas. Soviéticas (URSS), com o consequente quadro de confronto com os Estados Unidos da América (EUA), ainda que bem mais suavizado.

Não há como fugir a uma primeira constatação: a Guerra Fria, forma mais visível do intrincado jogo de interesses praticados por Washington e Moscou em busca da preservação ou da expansão de sua respectivas áreas de influência, foi fator preponderante para a corrida espacial. De certa maneira, os governos de Jonh F. Kennedy (EUA) e de Nikita Krutchev (URSS) anteciparam algo tão comum nos dias de hoje, a política-espetáculo. Eles compreenderam o extraordinário potencial de marketing contido na corrida pela conquista do espaço e disse se aproveitaram para 'vender' as maravilhas de seus respectivos sistemas, o capitalismo e o socialismo.
A primeiras vitórias foram soviéticas. Entre elas, duas merecem destaque especial: o lançamento do foguete Sputinik, a 4 de outubro de 1957, e o passeio de Yuri Gagarin em órbita da Terra, a 12 de abril de 1961. É bastante provável que esses êxitos soviéticos, aos quais se junta o lançamento do foguete conduzindo uma cadela (Lika), tenham levado Kennedy a priorizar a política espacial de seu país. Com a vitoriosa missão de 1969, os EUA assumem a liderança para não mais predê-la. Simbolicamente, começa aí a desventua soviética que levará ao desmoronamento do país."

Baseado no texto do livro de história do ensino fundamental escrito por Patrícia Ramos Braick e Myriam Becho Mota.